Cibele Santarosa
Cibele, uma gaúcha de alma inquieta e coração artístico, encontrou em São Paulo o palco para sua expressão. Desde cedo, as imagens foram sua língua materna, mas cresceu em um cenário onde essa vocação não foi nutrida. Em busca de caminhos, formou-se em Design de Moda, um trajeto que não se afasta tanto de sua verdadeira essência.
Mas foi há cinco anos, em meio ao caos da vida urbana, que a arte a reencontrou, como um velho amigo que nunca se esquece. Desde então, Cibele e a arte têm caminhado juntas, inseparáveis.
A Fonte
“A Fonte” é imagem que sussurra, é silêncio que fala, é convite para ver a essência. Do infinito, brota a Fonte: eterna, feminina, fluida. A Lua, a mãe dos mistérios, que se ergue como arquétipo da mulher que gesta mundos. Seus cabelos são correntes de sonhos que fluem guardando, nas profundezas, os segredos do subconsciente.
A seus pés, flores raízes que tocam a Terra fértil. Acima, estrelas promessas que cintilam sobre o céu. E no bater das asas, o Beija-flor leve mensageiro do Grande Espírito atravessa dimensões, levando da Fonte o néctar que acalma a alma.
Ao centro, vibra o Olho: joia do invisível, farol da intuição. É ele quem enxerga quando tudo silencia, é ele quem sente o que ainda não foi dito. “Da mulher, brota a vida. Da Fonte, a criação. E tudo pulsa em espirais de luz.”

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