Carolina Moschello
Carolina sempre foi guiada por uma inquietude criativa e uma paixão inata pelos trabalhos manuais. Formada em Estética aos 21 anos, descobriu cedo que seu coração buscava outros horizontes além dos limites da profissão.
Em um cenário de incertezas, o ano de 2020, marcado pelo silêncio das ruas e pela introspecção forçada, revelou uma oportunidade oculta entre os desafios: a chance de criar com as próprias mãos, de tecer sonhos.
Unindo-se ao seu companheiro, Carolina descobriu a técnica do granilite. Entre experimentos caseiros e o calor das ideias compartilhadas, nasceu a Garoa.
Cada peça, moldada com paciência e amor, era um testemunho vivo de superação e renascimento.
Entre sonhos e desafios, sua meta é expandir não apenas em tamanho, mas em significado, criando peças que contem histórias únicas e pessoais.
Vaso Caquinhos
Há peças que carregam a alma da infância, e o “Vaso Caquinhos” é uma delas. Feito em granilite com pedras vermelhas, pretas e amarelas, ele é um fragmento de
memória transformado em arte.
A inspiração vem dos pisos de caquinhos vermelhos, tão presentes nas casas
brasileiras e, especialmente, na casa onde Carol cresceu. Cada pedacinho de pedra traz a textura do tempo, a beleza do irregular, o calor do familiar.
O conjunto — vaso oval e prato — se completa em harmonia como quem pertence um ao outro, mas permite liberdade: o prato pode também ser uma peça decorativa independente, um gesto de afeto à versatilidade do cotidiano.
Essa releitura afetiva do clássico piso brasileiro é mais do que decoração: é lar, é memória, é a infância em forma de cor.
É artes que conversa com o passado e oferece abrigo ao que cresce no presente.
No Vaso Caquinhos, a planta enraíza-se não só na terra, mas nas histórias de quem o criou —
e de todos que, ao vê-lo, reconhecem um pedaço do lar.

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