Cibele Santarosa
Cibele, uma gaúcha de alma inquieta e coração artístico, encontrou em São Paulo o palco para sua expressão. Desde cedo, as imagens foram sua língua materna, mas cresceu em um cenário onde essa vocação não foi nutrida. Em busca de caminhos, formou-se em Design de Moda, um trajeto que não se afasta tanto de sua verdadeira essência.
Mas foi há cinco anos, em meio ao caos da vida urbana, que a arte a reencontrou, como um velho amigo que nunca se esquece. Desde então, Cibele e a arte têm caminhado juntas, inseparáveis.
Autodidata e movida por uma curiosidade insaciável, ela traduz sua jornada de autoconhecimento em cada trabalho, em cada cor que escolhe. Sua arte é uma forma de dialogar com o mundo sem dizer uma palavra. Os desafios são muitos, mas, para Cibele, o que realmente importa é tocar corações, levar poesia ao cotidiano das pessoas e encontrar na arte um caminho para a qualidade de vida.
Seu maior sonho é ter seu próprio ateliê, um refúgio onde possa criar e viver a plenitude de sua vocação, e mergulhar em outras culturas, expandindo ainda mais seu universo criativo. Cibele deseja ser um sopro de inspiração e viver de sua paixão em um mundo que muitas vezes prioriza o status em detrimento do verdadeiro valor.
Gaia
No ventre do mundo, pulsa Gaia — sagrada mãe, terra viva, onde a criação brota em silêncio e potência.
Da união entre corpo e espírito, nasce a mulher: essência criadora, tecelã do tempo, expressão da vida em sua forma mais pura.
Ao seu lado, a coruja, guardiã da noite, carrega nas asas a sabedoria ancestral, a visão que atravessa o véu do visível.
Nos arredores, a pantera negra caminha com firmeza e mistério — símbolo da força que se move na sombra, da alma que renasce em silêncio.
Juntas, elas habitam um mesmo corpo simbólico, onde natureza, instinto e espírito se entrelaçam em harmonia sagrada.
No centro, o Olho desperto observa. Não apenas o que está fora, mas aquilo que vibra dentro: é guia, é farol, é o espelho da essência que tudo reconhece.
“Gaia” é um chamado à lembrança do que somos — terra fértil, luz interior, força
intuitiva e sabedoria antiga.
Um tributo à mulher que sente, que vê, que renasce. À natureza que é mãe, guardiã e caminho.

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