Marina Pucu
Marina Pucu faz da sua arte uma pequena festa, ou melhor, uma festinha – sim, um Festim. Em seu ateliê, cada criação é uma celebração pulsante de vida e de cor, uma festa criativa onde o som, a luz e a liberdade se encontram em perfeita sintonia. O Festim começou com roupas de festa, mas logo escapou do armário, vibrando como música e reverberando como energia que se espalha pelo espaço.
Hoje, seus bordados cintilantes se estendem em telas, pousando em paredes, como se estivessem fazendo pose, encantados com sua própria presença. E até as folhas secas, caídas das árvores, mudam de ideia sob o toque de Marina: vestem-se para a festa, transformadas e renascidas em alto estilo.
No ateliê, Marina mistura tudo: o popular com o design, o saber ancestral com o contemporâneo, criando um espaço de pura experimentação e expressão. É um lugar onde liberdade e criatividade se encontram, e onde cada peça traz uma pitada de alegria e o convite a ver a vida pelo lado mais bonito, mais festivo, mais vivo.
Flor da Pele
Flor da Pele é uma obra que emerge do encontro entre matéria, memória e emoção. Criada sobre tela de algodão cru, ela revela a silhueta feminina não como uma representação literal, mas como um território de sensações: traços bordados à mão com linhas delicadas e
marcantes, que desenham o contorno do corpo e da experiência humana.
A aplicação de flores em tecido jacquard de seda, engomadas e estruturadas com arames, dá corpo ao que transborda do íntimo, aquilo que pulsa, que tenta atravessar a pele e
encontrar forma. Essas flores não são enfeites: são manifestações. Representam o que aflora de dentro, o que insiste em se expressar, mesmo nas dobras mais sutis da existência.
A obra nasce do gesto sensível e do tempo estendido do fazer manual. Cada bordado, cada
dobra de tecido, carrega uma intenção silenciosa: a de acolher o que nos toca e de dar beleza ao que nos atravessa. A escolha por tons neutros e terrosos reforça a conexão com
a terra, com o corpo, com o natural. A “Flor da Pele” não é apenas expressão, é estado. É neste estado que esta obra se situa, entre o visível e o sensível, entre a forma e a emoção. Uma peça que convida à contemplação com delicadeza e potência, evocando camadas daquilo que sentimos, mas nem sempre sabemos nomear.

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