Anna Jankov
Anna Jankov nasceu com a arte nas mãos. Não lembra de nenhum momento da vida sem cores, traços, gestos criativos. Criada pelos avós que diziam “você nasceu com um pincel numa mão e um lápis na outra”, Anna transformou o mundo ao seu redor em inspiração e desafio.
Formada em Artes Plásticas pela FAAP, vive e cria em São Paulo desde 1977, mantendo
seu ateliê e galeria, mas o horizonte que mais a inspira vai muito além da cidade: há
mais de quinze anos, ela participa das expedições da Oftalmologia Humanitária na Amazônia, levando óculos de leitura a comunidades ribeirinhas enquanto cirurgiões realizam procedimentos de catarata.
Libélula
Obra de grande formato construída a partir da técnica de arte projetada em 3D, a peça apresenta a libélula como elemento central em uma composição dinâmica e luminosa. Desenvolvida com tintas e pigmentos especialmente elaborados para este trabalho, a obra explora camadas, profundidade e incidência de luz, criando um efeito visual em constante transformação. Em tons de azul e rosa, com interferências em dourado, a superfície ganha movimento e intensidade, revelando diferentes nuances conforme o olhar se desloca. Suas dimensõe reforçam sua presença escultórica e imersiva.
Criada durante o período da pandemia, a obra nasce de um contexto de restrição e silêncio, onde o desejo por liberdade se torna ainda mais pulsante. A libélula surge como símbolo desse impulso. leve, resiliente e em constante movimento. Suas asas, tratadas como um verdadeiro caleidoscópio de cores, traduzem um voo que não é apenas físico, mas também emocional: um gesto de expansão em meio ao limite, de esperança diante da incerteza.
Mais do que uma representação, a obra propõe uma experiência. Ao interagir com a luz e com o olhar, convida o espectador a se deslocar, a perceber novos ângulos, a sentir. É um convite sutil, porém potente, para redescobrir a leveza, imaginar novos caminhos e se reconectar com a sensação de liberdade, mesmo depois dos períodos mais densos.

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